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28/10/2009

Oxalá


Orixá associado à criação do mundo e da espécie humana. Apresenta-se de duas maneiras: moço – chamado Oxaguiam, e velho – chamado Oxalufam.

O símbolo do primeiro é uma idá (espada), o do segundo é uma espécie de cajado em metal, chamado ôpá xôrô.

A cor de Oxaguiam é o branco levemente mesclado com azul, do de Oxalufam é somente branco. O dia consagrado para ambos é a sexta-feira.

Sua saudação é ÈPA BÀBÁ ! Oxalá é considerado e cultuado como o maior e mais respeitado de todos os Orixás do Panteão Africano.

Simboliza a paz é o pai maior nas nossas nações na Religião Africana. É calmo, sereno, pacificador, é o criador, portanto respeitado por todos os Orixás e todas as nações. A Oxalá pertence os olhos que vêem tudo.

ARQUÉTIPO DOS FILHOS DE OXALÁ
As pessoas de Oxalá são calmas, responsáveis, reservadas e de muita confiança. Seus ideais são levados até o fim, mesmo, mesmo que todas as pessoas sejam contrárias a suas opiniões e projetos. Gostam de dominar e liderar as pessoas. São muito dedicados, caprichosos, mantendo tudo sempre bonito, limpo, com beleza e carinho. Respeitam a todos mas exigem ser respeitados.

OXALÁ - LENDA
Olodumaré entregou a Oxalá o saco da criação para que ele criasse o mundo. Porém essa missão não lhe dava o direito de deixar de cumprir algumas obrigações para outros Orixás e Exu, aos quais ele deveria fazer alguns sacrifícios e oferendas.

Oxalá pôs a caminho apoiado em um grande cajado, o Paxorô. No momento em que deveria ultrapassar a porta do além, encontrou-se com Exu que, descontente porque Oxalá se negara a fazer suas oferendas, resolveu vingar-se provocando em Oxalá uma sede intensa. Oxalá não teve outro recurso senão o de furar a casca de um tronco de um dendezeiro para saciar a sua sede.

Era o vinho de palma o qual Oxalá bebeu intensamente, ficou bêbado, não sabia onde estava e caiu adormecido. Apareceu então Olófin Odùduà que vendo o grande Orixá adormecido roubou-lhe o saco da criação e em seguida foi a procura de Olodumaré, para mostrar o que teria achado e contar em que estado Oxalá se encontrava.

Olodumaré disse então que “se ele esta neste estado vá você a Odùduà, vá você criar o mundo”. Odùduà foi então em busca da criação e encontrou um universo de água, e aí deixou cair do saco o que estava dentro, era terra. Formou-se então um montinho que ultrapassou a superfície das águas.

Então ele colocou a galinha cujos pés tinham cinco garras. Ela começou a arranhar e a espalhar a terra sobre a superfície da água, onde ciscava cobria a água, e a terra foi alargando cada vez mais, o que em Ioruba se diz IlE`nfê expressão que deu origem ao nome da cidade Ilê Ifê.

Odùduà ali se estabeleceu, seguido pelos outros Orixás e tornou-se assim rei da terra.

Quando Oxalá acordou, não encontrou mais o saco da criação. Despeitado, procurou Olodumaré, que por sua vez proibiu, como castigo a Oxalá e toda sua família, de beber vinho de palma e de usar azeite de dendê. Mas como consolo lhe deu a tarefa de modelar no barro o corpo dos seres humanos nos quais ele, Olodumaré insuflaria a vida.


OXALÁ
Um dia Oxalufam, que vivia com seu filho Oxaguiam, velho e curvado por sua idade avançada, resolveu viajar a Oyó em visita a Xangô, seu outro filho. Foi consultar um babalaô para saber acerca da viagem. O adivinho recomendou-lhe não seguir viagem. Ela seria desastrosa e acabaria mal.

Mesmo assim, Oxalufam, por teimosia, resolveu não renunciar à sua decisão. O adivinho aconselhou-o então a levar consigo três panos brancos, limo-da-costa e sabão-da-costa, assim como a aceitar e fazer tudo que lhe pedissem no caminho e não reclamar de nada, acontecesse o que acontecesse. Seria uma forma de não perder a vida.

Em sua caminhada, Oxalufam encontrou Exú três vezes. Três vezes Exú solicitou ajuda ao velho rei para carregar seu fardo, que acabava derrubando em cima de Oxalufam. Três vezes Oxalufam ajudou Exú, carregando seus fardos imundos. E por três vezes Exú fez Oxalufam sujar-se de azeite de dendê, de carvão, de caroço de dendê.

Três vezes Oxalufam ajudou Exú. Três vezes suportou calado as armadilhas de Exú. Três vezes foi Oxalufam ao rio mais próximo lavar-se e trocar suas vestes. Finalmente chegou a Oyó. Na entrada da cidade viu um cavalo perdido, que ele reconheceu como o cavalo que havia presenteado a Xangô.

Tentou amansar o animal para amarrá-lo e devolvê-lo ao filho. Mas neste momento chegaram alguns súditos do rei à procura do animal perdido. Viram Oxalufam com o cavalo e pensaram tratar-se do ladrão do animal. Maltrataram e prenderam Oxalufam. Ele, sempre calado, deixou-se levar prisioneiro.

Mas, por estar um inocente no cárcere, em terras do Senhor da Justiça, Oyó viveu por longos sete anos a mais profunda seca. As mulheres tornaram-se estéreis e muitas doenças assolaram o reino. Xangô desesperado, procurou um babalaô que consultou Ifá, descobrindo que um velho sofria injustamente como prisioneiro, pagando por um crime que não cometera.

Xangô correu para a prisão. Para seu espanto, o velho prisioneiro era Oxalufam. Xangô ordenou que trouxessem água do rio para lavar o rei. O rei de Oyó mandou seus súditos vestirem-se de branco. E que todos permanecessem em silêncio. Pois era preciso, respeitosamente, pedir perdão a Oxalufam. Xangô vestiu-se também de branco e nas suas costas carregou o velho rei. E o levou para as festas em sua homenagem e todo o povo saudava Oxalá e todo o povo saudava Xangô. Depois Oxalufam voltou para casa e Oxaguiam ofereceu um grande banquete em celebração pelo retorno do pai.

Yemojá




Seu nome significa a mãe dos filhos-peixe. Originária do rio ogum, em Abeokutá, Nigéria, tem seus domínios nas profundezas das águas, de onde emerge para atender seus devotos, principalmente as mulheres que atribuem a elas poderes que favorecem a fertilidade e a fecundidade. É maternal, sempre pronta para amamentar as crianças sob seu domínio. Mas também sabe ser delicada, mantendo-se de espada em punho para defender seus filhos.

Arquétipos:
São autoritários e persistentes em relação aos filhos, são preocupados, responsáveis e decididos. São amigos e protetores e chegam as vezes, quando mulheres, a se comportarem como super mães. São agressivos e até traiçoeiros, quando a segurança dos filhos e da família está em jogo;'são faladores, não gostam da solidão.

Lendas:
Filha de Olokum, deusa do mar, Yemanjá era casada com Olófim Oduduá com quem tinha dez filhos orixás. Por amamentá-los, ficou com seios enormes. Impaciente e cansada de morar na cidade de Ifé, ela saiu em rumo oeste, e conheceu o rei Okerê; logo se apaixonaram e casaram-se. Envergonhada de seus seios, Yemanjá pediu ao esposo que nunca a ridiculariza-se por isso. Ele concordou; porem, um dia, embriagou-se e começou a gracejar sobre os enormes seios da esposa. Entristecida, Yemanjá fugiu.
Desde menina, trazia num pote uma poção, que o pai lhe dera para casos de perigo. Durante a fuga, Yemanjá caiu quebrando o pote' a poção transformou-a num rio cujo leito seguia em direção ao mar.
Ante o ocorrido, Okerê, que não queria perder a esposa, transformou-se numa montanha para barrar o curso das águas. Yemanjá pediu ajuda ao filho Xangô, e este, com um raio, partiu a montanha no meio; o rio seguiu para o oceano e, dessa forma, a orixá tornou-se a rainha do mar.

Osun




Osun dona das águas doces, da riqueza, da beleza e do amor, Osun é a tutelar do rio Osun, que nasce em Ekití, no leste da Nigéria, e passa pela cidade de Oshogbo, onde se localiza o primeiro santuário desse importante orixá Rainha de todos os rios e exerce seu poder sobre toda a água doce, sem a qual a vida na terra seria impossível.Dona do ouro, e de todas as ligas metálicas douradas, como o latão e o cobre o metal mais precioso do país Yorubá nos tempos antigos, seus filhos usam braceletes refulgentes como insígnia e dançam segurando um leque ou uma espada feitos principalmente de cobre amarelo fundido.
Osun é, a Vênus dos irorubás, famosa por sua beleza e por seu grande cuidado com a aparência.Alta, de seios belíssimos, é descrita como divindade que gosta muito de se banhar. Senhora da fertilidade, e do parto, cuida dos recém-nascidos, lavando-os com suas águas e folhas refrescantes.É a madrinha da procriação e da gestação evitando abortos e complicaçôes durante a gravidez. que toma sob sua proteção todos os seres humanos desde a concepção até que comecem a falar e adquirir conhecimento. Jovem e bela mãe, mantém suas características de adolescente.

Cheia de paixão, busca ardorosamente o prazer. Coquete e vaidosa, é a mais bela das divindades e a própria malícia da mulher-menina. É sensual e exibicionista, consciente de sua rara beleza, e se utiliza desses atributos com jeito e carinho para seduzir as pessoas e conseguir seus objetivos.

Quando Orumilá estava criando o mundo, escolheu Osun para ser a protetora das crianças. Ela deveria zelar pelos pequeninos desde o momento da concepção, ainda no ventre materno, ate que pudessem usar o raciocínio e se expressar em algum idioma. Por isso, Osun é considerada o orixá da fertilidade e da maternidade.
Por sua beleza, Osun também é tida como a deusa da vaidade, sendo vista como uma orixá jovem e bonita, mirando-se em seus espelhos e abanando-se com seu leque (abebê ).

Arquétipos:
São pessoas graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras. São o símbolo do charme e da beleza. Voluptuosos e sensuais. Sob a aparência graciosa e sedutora, escondem uma vontade muito forte e um grande desejo de ascensão social.

Lendas:
Segunda esposa de Sangô, considerada a mais bela de todas, teria sido presa pelo marido ciumento na torre do castelo que habitavam. Passando por ali, exu ouviu o choro de oxum e quis saber qual a razão de sua tristeza. Após ouvir a história, pediu a Orumilá que intercedesse por ela. Este assim o fez, espalhando sobre a bela oxum um pó mágico que a transformou em pomba, possibilitando a fuga. Por isso, nos cultos a Osun, a pomba é considerada um animal sagrado.

Ibeji



Os gêmeos (Ibeji, entre os yorubas, e Hoho, entre os fon) são objetos de um culto. Não são nem Orixá e nem Vodun, mas o lado extraordinário desses duplos nascimentos é uma prova viva do princípio da dualidade e confirma que existe neles uma parcela do sobrenatural, a qual recai, em parte, na criança que vem ao mundo depois deles.
Recomenda-se tratar os gêmeos de maneira sempre igual e de compartilhar com muitas eqüidade tudo o que lhes for oferecido. As precauções rituais postas em prática para assegurar a sobrevida dos gêmeos e a delimitação da desordem que eles provocam revelam a presença constante desta multiplicação. Na Nigéria, se um dos gêmeos morre, manda-se esculpir uma estatueta que o representa, vestem-na e tratam como uma criança viva. Por ocasião da morte da mãe, caberá ao gêmeo sobrevivente, ao chegar à idade adulta, cuidará sempre de oferecer à efígie do irmão uma parte daquilo que ele come e bebe. Os gêmeos são, para os pais, uma garantia de sorte e de fortuna.
No Brasil quase só se encontra essas estatuetas nos terreiros veneráveis ou em um ou outro museu, mas, através do processo de interpretação desencadeado pela imposição do catolicismo geralmente descrito sob o nome um pouco abusivo de "sincretismo", o culto do Ibeji se exprime através da devoção aos santos católicos Cosme e Damião. Em todos os templos dos cultos afro-brasileiros podem-se ver as estátuas desses dois santos, acompanhados algumas vezes de um terceiro, menor, Crispim, a tal ponto que a devoção popular acaba dirigindo-se a dois casais de gêmeos, Cosme e Damião e Crispim e Crispiniano. A influência das concepções africanas relativas à existência dos gêmeos parece preponderante, nesse caso.
A devoção ibérica aos anárgiros Cosme e Damião, cuja santidade curava mais seguramente que os remédios, veio, muito a propósito, ao encontro do culto aos Ibejis, com os quais eles se confundem na prática popular, a tal ponto que muita gente , que jamais freqüentaria um templo afro-brasileiro, faz, para obter uma graça, a promessa de oferecer balas e todo tipo de guloseimas, durante vários anos consecutivos, a todas as crianças que se apresentarem à sua porta, no dia 27 de setembro, quando se comemora o aniversário dos santos médicos.
As semanas que precedem o dia 27 de setembro, quando eles aniversariam, são marcadas, na Bahia, como também, na casa de Pai Celso de Oxalá, por festividades muito alegres, durante as quais os pratos preferidos dos Ibejis, o caruru (quiabos refogados com azeite de dendê) servido em grande gamela de madeira, colocada no chão, em cima de uma esteira. O ritual exige que as crianças comam o caruru com os dedos, a tal ponto que todas acabam se lambuzando alegremente. Os nomes dados aos gêmeos são Taiwo (Ti-aye-wo, para experimentar o mundo) e Kainde (kéhin-de, vir atrás). Algumas vezes eles recebem os nomes de Edon e Akoron e a criança que nasce depois deles é chamada Idowu.

Iroko


Iroko é um Orixá pouco cultuado no Brasil; Seus filhos também são raros.
Iroko vive na mais suntuosa árvore que há numa roça de candomblé' e também nas matas.
Representa a ancestralidade, nossos antepassados, pais, avós, bisavós, tataravôs. Representa também o seio da natureza, morada dos orixás...
Desrespeitar iroko, (grande e suntuosa árvore ) é desrespeitar sua dinastia, seus avós, seu sangue...
Iroko representa a história do ylé, assim como, de seu povo...
Protegendo sempre o mesmo das tempestades.
Iroko protege muito seus filhos...

Arquétipos:
Eloqüentes, ciumentos, camaradas, inteligentes, competentes, teimosos, turrões e generosos. Gostam de diversão: dançar e cozinhar; comer e beber bem.
Se apaixona com facilidade, assim como gostam de liderar.
Dotados de senso de justiça, são amigos queridos e inimigos terríveis. Porem se reconciliam facilmente. Não conseguem guardar segredos.

Lendas:
QUEM PROMETE A IROCO DEVE CUMPRIR.
Havia uma vendedora de obis e orobôs que todos os dias, ao ir para o mercado, passava por um grande pé de iroco e lhe deixava uma oferenda, pedindo que ajudasse a engravidar, assim mais tarde, teria alguém para ajudá-la com a mercadoria que carregava na cabeça num pesado balaio e, também companhia na velhice.
Prometia a Iroco um bode, galos, obis, orobos e uma série de oferendas da predileção do Orixá da Arvore.
A mulher concebeu e deu a luz a uma filha, esquecendo-se da promessa no mesmo instante. Ao ir para o mercado, escolhia outro caminho, esquivando-se de passar perto de Iroco, com medo que o Orixá cobrasse a promessa.
A menina cresceu, forte e sadia e, um dia a mulher teve necessidade de passar, com a filha, perto de Iroco.
Não tinha outro jeito se não por ali. Saudou a arvore, sem se deter, e seguiu seu caminho, com o balaio na cabeça.
A criança parou junto a quem lhe tinha dado a vida (sem de nada saber), achando Iroco belo e majestoso.
Apanhou uma folha caída no chão e não se deu conta que a mãe seguia em frente, andando mais depressa que de costume, quase correndo. Quando a mulher percebeu que tinha caminhado ligeiro demais, já estava muito afastada da menina.
Olhando para trás. Viu a arvore bailando com a criança e falando da promessa abandonada. As enormes raízes abriram um buraco na terra, suficientemente grande para tragar a menina, propriedade do orixá.
"Quem prometer, que cumpra".


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Ososi

Senhor das florestas seu habitat natural, onde vive e caça. É a divindade da harmonia e do equilíbrio ecológico, protege os caçadores e a caça ao mesmo tempo, não permite a caça predatória. Aceita somente a busca do alimento.
Está associado com a vida ao ar livre e com os elementos da natureza.
Como bom caçador, é solitário e individualista. Mas não dispensa das pessoas no convívio social. E nunca vive sem um grande amor.
Arquétipos:
Solitários, no trabalho exigem silêncio e concentração.
Observadores e joviais, ágeis e espertos, estão sempre atentos.
Seus objetivos estão em primeiro lugar, são lideres e independentes ao mesmo tempo que são pacientes com as pessoas, são rápidos e espontâneos nas ações.
Comunicativos e ordeiros, amantes e sonhadores, no fundo são pessoas românticas e vaidosas, que passam por esnobes e exibicionistas e que necessitam do convívio social para exercitar suas qualidades de liderança.
Lendas
A cada ano, apos a colheita, o rei de ijexá saudava a abundância de alimentos com uma festa, oferecendo a população inhame, milho e côco. O rei comemorava com sua família e seus súditos; só as feiticeiras não eram convidadas.
Furiosas com a desconsideração, enviaram a festa um pássaro gigante que pousou no teto do palácio, encobrindo-o e impedindo que a cerimônia fosse realizada.
O rei mandou chamar os melhores caçadores da cidade. O primeiro tinha vinte flechas. Ele lançou todas elas, mas nenhuma acertou o grande pássaro. Então o rei aborreceu-se, mas mandou-o embora.
Um segundo caçador se apresentou, este com quarenta flechas; o fato repetiu-se novamente e o rei mandou prendê-lo.
Bem próximo dali vivia oxóssi, um jovem que costumava caçar à noite, antes do sol nascer; ele usava apenas uma flecha vermelha. O rei mandou chamá-lo para dar fim ao pássaro. Sabendo da punição imposta aos outros caçadores, a mãe de oxóssi, temendo pela vida do filho, consultou um babalaô que aconselhou que se fosse feita uma oferenda para as feiticeiras, ele teria sucesso.
A oferenda consistia em sacrificar uma galinha e na hora da entrega dizer três vezes: que o peito do pássaro receba esta oferenda ! Nesse exato momento, oxóssi deveria atirar sua única flecha. E assim o fez, acertando o pássaro bem no peito. O povo então gritava: oxó wussi, (oxó é popular) passando a ser conhecido por oxóssi. O rei, agradecido pelo feito, deu ao caçador metade de sua riqueza e a cidade de ketu, "terra dos panos vermelhos", onde oxóssi governou ate sua morte, tornando-se depois um orixá

Yewá


Yewá é o orixá da alegria, do belo, dos cantos, da vida e das belezas que a vida nos da. Yewá é quem rege todas as mutações, seja elas orgânicas ou inorgânicas; é o orixá responsável pela mudança das águas, de seu estado sólido para gasoso ou vice-versa. Ela é quem gera as nuvens e chuvas: quando olhamos para o céu e vemos as nuvens formando figuras pois ali esta Yewá, dando diferentes forma. Yewá é responsável pelo ciclo interminável de transformação da água em seu diversos estados. Ela esta ligada às mutações dos vegetais e animais; ela esta ligada às mudanças e transformações, seja brusca ou lentas; Yewá é o desabrochar de um botão de rosa, ela é uma lagarta que se transforma em borboleta, ela é a água que vira gelo e o gelo que vira água, ela quem faz e desfaz. Yewá é a própria beleza contida naquilo que tem vida é o som que encanta, é a alegria, é a transformação do mal para o bem: enfim Yewá é a vida.

Arquétipo
Os regidos pôr Yewá são pessoas extremamente alegres, adoram cantar, dançar e aproveitar no máximo tudo que a vida pode lhes oferecer de bom. São pessoas generosas e bondosas, adoram novidades, são criativas. Porem um pouco volúveis e facilmente mudam de opinião e pensamentos, principalmente com um assunto novo em sua vida. São pessoas que estão sempre modificando as coisa e situações, pois detestam rotina. Além disso são geralmente pessoas dotadas de muita beleza, externa e interna.

Lenda
Yewá era caçadora de grande beleza, que cegava com veneno quem se atrevesse a olhar para ela. Yewá casou com Omulu, que logo demonstrou ser marido ciumento. Um dia, envenenado pôr seu ciúme doentio, Omolu desconfiou da fidelidade da mulher e a prendeu em um formigueiro. As formigas picaram Yewá quase até a morte; e ela ficou deformada e feia. Para esconder sua deformação, sua feiúra, Omolu então a cobriu com palha-da-costa vermelha. Assim todos se lembrariam ainda como Yewá tinha sido uma caçadora de grande beleza.

Logun-Edé


Osanyin, divindade das fôlhas medicinais e liturgias.
Detentor do axé (força, poder, vitalidade). Dono do segredo "awo" das fôlhas "ewe".

Sua importância é tão fundamental, que nenhuma cerimônia pode ser feita sem a sua presença.
Osanyin era o filho caçula de Yemanjá e Oxalá e, desde pequeno, vivia no mato. Tinha uma habilidade especial para tratar qualquer doença, por isso viajava pelo mundo inteiro, sendo sempre recebido com carinho pelo rei de cada tribo.

Ele recebeu de Olodumaré o segredo "awo" das fôlhas; assim, sabia qual delas curava doenças, trazia vigor ou deixava as pessoas mais calmas.
Os outros orixás invejavam o irmão, pois não tinham esse poder e dependiam de Osanyin para ter sucesso. Ele cobrava por qualquer trabalho, aceitando mel, fumo e cachaça como pagamento pelas curas que realizava.

Sangô, que era temperamental, não admitia depender dos serviços de Osanyin, e por isso pediu a sua esposa Yansã (Oya), orixá que domina os ventos, para que as fôlhas voassem em direção a todos os orixás, para que cada qual exercesse domínio sobre uma delas. Em meio a ventania,

Osanyin repetia sem parar: "Ewe, ewe assa!", que significa "oh, folhas!". E com esse tipo de reza, embora cada orixá tenha se apossado de uma fôlha, Osanyin evitou que seu poder fosse distribuído entre os irmãos, pois só ele conhecia o axé, "awo" de cada uma delas, e o segredo de pronunciar essas palavras de maneira a conservar o poder sobre elas. Com sua sabedoria, ate hoje Osanyin permanece o rei da floresta, sendo considerado o orixá da medicina.

Osanyin é a energia mágico/curativa das folhas e por isso divinizada na forma do senhor das fôlhas e dos remédios. Seu interesse pela ciência tornou-o um solitário desde que desceu do Orum (o céu Yoruba). Embrenhou-se pelas florestas e vive para descobrir e se apoderar dos segredos mágicos das folhas, sem dúvida o elemento mais importante no candomblé. Nenhuma cerimônia pode ser realizada sem sua participação. É o detentor do Axé (força, poder e vitalidade).


Cada folha é dotada de certa virtude.Existe a folha da fortuna, da felicidade, da glória, da fecundidade, da alegria, da sorte, do frescor, da brandura, da paz, da longevidade, da coragem, das roupas, do corpo, dos pés etc., mas existe também a folha da miséria, das conversas indiscretas e outras ainda mais temíveis.Sob a forma de infusão, as folhas fazem parte dos banhos de purificação ou, mais exatamente, dos banhos destinados a estabelecer uma harmonia entre o corpo e o espírito.
Toda a medicina Yoruba se baseia, portanto, nos poderes de Osanyin sobre as fôlhas-remédio e em Obaoluwaye, o Deus que rege as doenças graves. Ambos os Orixás são muito temidos, porque também entre os Yorubas, o mesmo princípio que cura, mata.
Remédio e veneno são questão de grau.
Cor: verde escuro mesclado com contas brancas ou até mesmo rajadas de verde e branco (cor do "sangue" das folhas)
Dia da semana: quinta-feiraSímbolo: Haste de ferro de cuja extremidade superior partem sete pontas dirigidas para o alto. A do centro é encimada pela imagem de um pássaro indicando seus poderes de cura e de magia.

Saudação: Ewê! Assa!
Personalidade dos filhos de Osanyin
Aspectos Positivos:
Poder de cura, raciocínio dedutivo, talento para pesquisa, solidários, inteligentes, misteriosos, constantes.P
essoas de caráter equilibrado, capaz de controlar seus sentimentos e emoções, defensor da natureza, porém sem julgar ou condenar. As simpatias e antipatias, jamais intervém em suas decisões ou influenciam em suas opiniões, são ótimos conhecedores de fôlhas.
Aspectos Negativos:
Misterioso. Especulativo, escrutinador, feiticeiro, inclinação para vícios.

OSUMARÉ


Dan, Osumare"a serpente celeste"é um Vodun originário da região de Mahi. É representado na forma da serpente arco-irís e suas funções não são fáceis de definir, pois elas são múltiplas.
O exótico e o mistério são os seus domínios. Tudo nele é repetitivo, variando apenas as formas, como no ciclo da chuva: a água que evapora, retorna como chuva. Ou como no universo dos corpos celestes, onde a lua, o sol, a terra e os demais astros e planetas executam os seus movimentos com metodicidade harmoniosa.
No ciclo "vida e morte", ele também está presente; e seu símbolo mais forte é o da cobra mordendo a própria cauda, numa atitude que representa o ciclo vital: vida, morte e renascimento.
Ele sustenta a terra e a impede de desintegrar-se. É a riqueza e a fortuna.
A marca mais evidente de Oxumaré é o arco-íris, de quem é senhor.
Arquétipos:
São persistentes e pacientes, não medindo esforços para atingirem seus objetivos. São generosos ou avaros, conforme a situação econômica em que se encontram. Agitados e observadores, procuram constantemente o equilíbrio e a harmonia. Suas grandes forças são a eloqüência e a inteligência, armas que usam com muita habilidade em situação de ataque ou defesa.
Lendas:
Nanã, obcecada pela idéia de ter um filho de Oxalá, concebeu o primogênito Obaoluwaiye que, por sua terrível aparência, foi desprezado por ela. Nanã consultou Ifá, e este orixá lhe disse que, numa segunda tentativa, ela daria a luz a um filho lindíssimo, tão formoso quanto o arco-íris. No entanto, preveniu-a sobre o fato que a criança jamais ficaria a seu lado.
Seu sonho parecia realizado até o momento do parto, quando deu a luz a um estranho ser que recebeu o nome de Oxumaré. Durante seis meses a criatura tomava a forma de arco-íris,
cuja função era levar a água para o castelo de Oxalá, que morava em Orun ( no céu ). Depois de cumprida a tarefa, ele voltava a terra por outro seis meses, assumindo a forma de uma cobra. Com essa aparência, ao morder a própria cauda, dando a volta em torno da terra, ele teria gerado o movimento de rotação, bem como o transito dos astros no espaço.
É um orixá que representa polaridades contrarias, o bem e o mal, a chuva e o tempo bom, o dia e a noite, respectivamente, através das formas do arco-íris e serpente.

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