Mostrando postagens com marcador faustão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador faustão. Mostrar todas as postagens

28/10/2009

Ososi

Senhor das florestas seu habitat natural, onde vive e caça. É a divindade da harmonia e do equilíbrio ecológico, protege os caçadores e a caça ao mesmo tempo, não permite a caça predatória. Aceita somente a busca do alimento.
Está associado com a vida ao ar livre e com os elementos da natureza.
Como bom caçador, é solitário e individualista. Mas não dispensa das pessoas no convívio social. E nunca vive sem um grande amor.
Arquétipos:
Solitários, no trabalho exigem silêncio e concentração.
Observadores e joviais, ágeis e espertos, estão sempre atentos.
Seus objetivos estão em primeiro lugar, são lideres e independentes ao mesmo tempo que são pacientes com as pessoas, são rápidos e espontâneos nas ações.
Comunicativos e ordeiros, amantes e sonhadores, no fundo são pessoas românticas e vaidosas, que passam por esnobes e exibicionistas e que necessitam do convívio social para exercitar suas qualidades de liderança.
Lendas
A cada ano, apos a colheita, o rei de ijexá saudava a abundância de alimentos com uma festa, oferecendo a população inhame, milho e côco. O rei comemorava com sua família e seus súditos; só as feiticeiras não eram convidadas.
Furiosas com a desconsideração, enviaram a festa um pássaro gigante que pousou no teto do palácio, encobrindo-o e impedindo que a cerimônia fosse realizada.
O rei mandou chamar os melhores caçadores da cidade. O primeiro tinha vinte flechas. Ele lançou todas elas, mas nenhuma acertou o grande pássaro. Então o rei aborreceu-se, mas mandou-o embora.
Um segundo caçador se apresentou, este com quarenta flechas; o fato repetiu-se novamente e o rei mandou prendê-lo.
Bem próximo dali vivia oxóssi, um jovem que costumava caçar à noite, antes do sol nascer; ele usava apenas uma flecha vermelha. O rei mandou chamá-lo para dar fim ao pássaro. Sabendo da punição imposta aos outros caçadores, a mãe de oxóssi, temendo pela vida do filho, consultou um babalaô que aconselhou que se fosse feita uma oferenda para as feiticeiras, ele teria sucesso.
A oferenda consistia em sacrificar uma galinha e na hora da entrega dizer três vezes: que o peito do pássaro receba esta oferenda ! Nesse exato momento, oxóssi deveria atirar sua única flecha. E assim o fez, acertando o pássaro bem no peito. O povo então gritava: oxó wussi, (oxó é popular) passando a ser conhecido por oxóssi. O rei, agradecido pelo feito, deu ao caçador metade de sua riqueza e a cidade de ketu, "terra dos panos vermelhos", onde oxóssi governou ate sua morte, tornando-se depois um orixá

Oiyá

Oyà "Yansan", é à força dos ventos, dos furacões, das brisas que acalmam, das coisas que passam como o vento, dos amores efêmeros, sensuais, das tempestades que assolam a existência, mas não duram para sempre.

Oya ajudava Ogum na forja dos metais, soprando o fogo com o fole para avivá-lo mais e mais, e assim fabricarem mais ferramentas para trabalhar o mundo e armas para as guerras de que ambos tanto gostavam. Por seu temperamento livre e guerreiro, Oya era uma companheira perfeita para Ogum.

Diz o mito que Oya era tão linda que, para fugir ao assédio masculino, vestia-se com uma pele de búfalo e saía para a guerra. Que era amiga tão leal que foi ela a primeira a realizar uma cerimônia de encaminhamento da alma de um amigo caçador ao Orum (céu).
Oya não parava jamais.

Um dia em que Xangô foi visitar seu irmão Ogum e encomendar-lhe armas para a guerra, Oyà (também conhecida como Yansan) apaixonou-se por Xangô e partiu para viver com ele. A partir de então se tornou uma das três esposas de Xangô, e com ele reina e luta, enviando seus ventos para limpar o mundo e anunciar a chegada dos raios e trovões de seu amado.

A lealdade de Oyà, sua fidelidade e sua constante abnegação jamais faltaram a Xangô em momento algum de sua vida arrojada.Algumas vezes Oyà é também o vento mau, o turbilhão, o ciclone devastador.

Precede Xangô e carrega a tempestade em suas saias, enquanto o Orixá combate, lançando raios e pedras, cuspindo fogo pela boca. Oyà, embora seja tão revolucionária e corajosa nos combates, é muito mulher e gosta muito de sua casa. Passa anos sem sair dela e fica sossegada em seu canto.

Dia da semana: quarta-feira
Cor: marrom.
Símbolo: eruxin (rabo de cavalo, signo de poder Yoruba) e Ida (espada)
Comida: akara-jé.
Saudação: Eparrei Oya! (epa hei)

Personalidade dos Filhos de Oyà-Yansan.
Aspectos Positivos:
Honestos com modos seguros, deixando os outros em desvantagem. Em geral, são pessoas alegres, audaciosas, intrigantes, autoritárias, sensuais, e depreendidas.Sinceros, amigos, rápidos, ativos, trabalhadores, livres, lutadores, companheiros, diretos, objetivos, francos, sensuais, liberais. Pessoa extrovertida, franca, amante da natureza.
Revela ambição e temperamento forte. São guerreiras e comunicativas. Maníacos por viagens.


Aspectos Negativos:
Tagarelas, volúveis, não-maternais, assanhados, encrenqueiros,
tendem a ter depressão, inquietude e ciúmes em excesso.

Voltar